Murió Ramba, elefante que pasó su vida maltratada en el circo

Ya había sido rescatada y trasladada a un santuario en Brasil, sin embargo, no pudo luchar contra sus problemas renales, y murió feliz tras explorar la naturaleza. 
 

Por: Redacción 28 Diciembre 2019 15:22

La elefante asiática Ramba, que llegó hace dos meses a Brasil tras haber sufrido cuatro décadas de maltratos en circos en Chile, murió en el santuario brasileño para estos animales que le ofreció refugio.

El Santuario de Elefantes de Brasil comunicó el pasado viernes en un mensaje en su cuenta en Instagram que Ramba murió, al parecer, víctima de los problemas renales que ya le habían sido diagnosticados en Chile.

La elefante de especie asiática, que pesaba cerca de 3.6 toneladas y tenía aproximadamente 55 años, llegó el pasado 10 de octubre a Brasil tras una compleja operación que demoró dos años en ser planificada y ejecutada, y luego de siete años de espera para su transferencia.

 
 
 
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É com imenso pesar que comunicamos o falecimento de Ramba. Nossa vovó teimosa, linda e maior que a própria vida, não tinha mais forças para lutar contra seus problemas renais. Ainda que após a necropsia tenhamos mais detalhes, sua morte, apesar de dolorosa, não nos surpreendeu tanto. Quando Ramba foi diagnosticada com doença renal, ainda no Chile, há sete anos, tínhamos muita esperança que ela conseguisse viver por mais um ano, no mínimo. Milagrosamente esse ano transformou-se em sete, dando-lhe forças que a ajudaram a chegar ao Santuário. Parece que os elefantes possuem um conhecimento profundo e inexplicável sobre a vida. Prometemos, repetidas vezes, que ela viria para o Santuário e ela lutou para chegar até aqui. Aqui encontrou uma alegria gigantesca, conseguiu explorar como sempre desejara e descobriu o sentido da verdadeira amizade. Talvez fosse tudo o que ela precisava e merecia. Ela se entregou à sua nova vida mas, no processo, parece que desistiu de lutar. Ela estava cansada. Na manhã de quinta-feira, 26 de dezembro, Rana e Maia estavam no galpão sem Ramba. Isso acontecia sempre, Ramba gostava de explorar mais que Rana e, ocasionalmente, retornava à pastagem para um bom banho de lama pela manhã, enquanto Rana ficava próxima ao galpão antecipando o horário do café da manhã. Saímos para encontrá-la e a descobrimos em um dos seus lugares favoritos, o recinto número 4, além do riacho. Ela parecia estar dormindo. Sua morte deve ter sido repentina pois a grama ao seu redor estava intocada. Apenas um lindo elefante, deitado em um belo pasto, os olhos suavemente fechados e o rosto doce, tão calmo como costumava ser. Como não sabíamos se Rana tinha a percepção do que acontecera, a levamos de volta para sua irmã. Sentimos que não sabia, porque quando se aproximou de Ramba arregalou seus olhos, a cheirou profundamente, repetidas vezes e depois murmurou baixinho, também, repetidamente. Cheirou e tocou todo o corpo de Ramba parecendo tentar entender o que tinha acontecido. Após vários minutos ela ficou quietinha e permaneceu ao lado de Ramba, pastando. E ali ficou, o resto do dia ao lado da amiga. * Continuação do texto nos comentários 👇

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